LÓGICA DAS CONSTANTES UNIVERSAIS

Luiz Sergio Coelho de Sampaio
Junho, 1997.
ee-001002.00[1](15/07/1999)



5 - As conseqüências

Em suma, como evidencia a figura 2, existe uma anomalia com a constante G, a única que o seria sem que o fosse por conta de um compromisso essencial entre um par de grandezas fundamentais. A nosso ver, tal comprometimento mútuo precisaria ser expressamente postulado e fato é que ele jamais o foi, implícita ou explicitamente, nem nas teorias newtoniana (daí se poder usar sem problemas a abstração do ponto material), nem na relatividade restrita, e ainda menos na relatividade geral.  Einstein  acreditou, pelo menos até 1939, quando publicou o artigo já mencionado na nota 16, que ele estaria implícito nesta última, e como já dito, tentou mesmo demonstrá-lo através de um engenhoso  "experimento de pensamento", que, entretanto, não foi jamais aceito (com certa razão) ou tão simplesmente considerado no seu propósito pela comunidade científica, com a exceção recente  de Berstein [22]. Sabe-se, por outro lado, segundo testemunho de Freeman Dyson, que Einstein chegou a manifestar a opinião que a singularidade (ou a existência de buracos negros) era um defeito a ser removido  de sua teoria por uma melhor formulação matemática [23].

Tudo parece-nos agora suficientemente claro, e não vemos daqui por diante outra alternativa senão a de afirmar a necessidade de se postular explicitamente o cliname de Planck como um valor limite superior, o que viria então justificar o estatuto de universalidade da constante G como um valor limite inferior (inferior, dado que G é inversamente proporcional a ap).

Introduzido o postulado acima, é interessante observar, estaria aberto naturalmente o caminho para a conjectura acerca da existência de um cliname próprio (aº) [24] - similar ao momento angular próprio e à massa própria - e, a partir daí, para serem  criadas as condições experimentais de sua constatação empírica. Ver figura 3.

De acordo com esta conjectura, tudo se passaria como se as "linhas de força radiais" do campo gravitacional de duas massa em interação colapsassem abaixo de uma certa distância (cerca de 10-20 m) e convergissem todas, mutuamente,  de uma massa  sobre  a  outra; a força  gravitacional, em conseqüência, teria um aumento   gigantesco  (superior  1040 vezes, equiparando-a em intensidade às demais forças), de sorte que, dentro desta distância, ela passaria a ter o valor constante Gaº².   Com isto,  evitar-se-ia a  ocorrência de uma singularidade no campo gravitacional e, ainda, se estaria abrindo o caminho para a compatibilização da força gravitacional com as outras forças já  quantificadas.

FIGURA 3 - Gravitação própria



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