5 - As conseqüências
Em suma, como evidencia a
figura 2, existe uma anomalia com a constante G, a única que
o seria sem que o fosse por conta de um compromisso essencial entre um
par de grandezas fundamentais. A nosso ver, tal comprometimento mútuo
precisaria ser expressamente postulado e fato é que ele jamais o
foi, implícita ou explicitamente, nem nas teorias newtoniana (daí
se poder usar sem problemas a abstração do ponto material),
nem na relatividade restrita, e ainda menos na relatividade geral.
Einstein acreditou, pelo menos até 1939, quando publicou o
artigo já mencionado na nota 16, que ele estaria implícito
nesta última, e como já dito, tentou mesmo demonstrá-lo
através de um engenhoso "experimento de pensamento", que,
entretanto, não foi jamais aceito (com certa razão) ou tão
simplesmente considerado no seu propósito pela comunidade científica,
com a exceção recente de Berstein [22].
Sabe-se, por outro lado, segundo testemunho de Freeman Dyson, que Einstein
chegou a manifestar a opinião que a singularidade (ou a existência
de buracos negros) era um defeito a ser removido de sua teoria
por uma melhor formulação matemática [23].
Tudo parece-nos agora suficientemente
claro, e não vemos daqui por diante outra alternativa senão
a de afirmar a necessidade de se postular explicitamente o cliname de
Planck como um valor limite superior, o que viria então justificar
o estatuto de universalidade da constante G como um valor limite inferior
(inferior, dado que G é inversamente proporcional a ap).
Introduzido o postulado
acima, é interessante observar, estaria aberto naturalmente o caminho
para a conjectura acerca da existência de um cliname próprio
(aº) [24] - similar ao momento angular
próprio e à massa própria - e, a partir daí,
para serem criadas as condições experimentais de sua
constatação empírica. Ver figura 3.
De acordo com esta conjectura,
tudo se passaria como se as "linhas de força radiais" do campo gravitacional
de duas massa em interação colapsassem abaixo de uma certa
distância (cerca de 10-20
m) e convergissem todas, mutuamente, de uma massa sobre
a outra; a força gravitacional, em conseqüência,
teria um aumento gigantesco (superior 1040
vezes, equiparando-a em intensidade às demais forças), de
sorte que, dentro desta distância, ela passaria a ter o valor constante
Gaº². Com isto, evitar-se-ia a
ocorrência de uma singularidade no campo
gravitacional e, ainda, se estaria abrindo o caminho para a compatibilização
da força gravitacional com as outras forças já
quantificadas.
FIGURA 3 - Gravitação
própria

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